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Como era bom voar por Dr. Flávio Dietrich
SAUDADES... COMO ERA BOM e eu não sabia! Chegava no aeroporto 45 minutos antes do embarque, local VIP, com ambiente cheio de pessoas elegantes, na maioria executivos e intelectuais, sem grupos de amigos despedindo-se com abraços, fotografias e grupos de excursões que congestionam tanto o terminal de embarque, como o do desembarque. E o mais importante: o voo saía no horário previsto.
Entretanto, o perfil dos passageiros não é o problema propriamente dito, pois tem o seu lado positivo que foi o de proporcionar o acesso de classes sócio econômicas de menor poder aquisitivo de usufruírem deste transporte rápido, mas teoricamente de deslocamento na maioria das vezes lento, demorado e congestionado.
Aquela voz charmosa, algumas vezes sensual, que anunciava as partidas e chegadas dos voos não existe mais, foi substituída por telas de informações, ou melhor, desinformações. As acomodações das aeronaves diminuíram sua largura em média vinte centímetros, nos deixando espremidos e num total desconforto, principalmente depois de atrasos das partidas e em trechos de percurso de mais de uma hora.
E as aeromoças? Eram sempre lindas e nos conquistavam com seu olhar, sua simpatia e sua sensua-lidade. Agora, viraram garçonetes.
O atendimento de bordo que era refinado virou quase que um atendimento de lanchonete de rodoviária, sem menosprezar esta, que pelo menos respeita os horários, o que não acontece nos deslocamentos de viagens aéreas.
A expectativa e o prazer de viajar de avião acabaram tornando-se uma preocupação e um stress, devido aos atrasos nos voos, descaso com os passageiros e total desinformação dos funcionários das companhias aéreas. E no final do voo o comandante e a "ex-aeromoça" agora "comissária de bordo" nos incentiva e condiciona que tudo estava ótimo e foi um prazer (deles) em voar conosco e ter-nos de novo como passageiros.
Saudades dos lindos olhos e atendimento das aeromoças...

Dr. FLÁVIO ROBERTO DIETRICH
CONSULTOR EM SAÚDE / CRM 5570
flaviodietrich@revistagramado.com
Publicado originalmente na 18ª edição da Revista Gramado
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Comentários
Nome: KDM; Comentário: Graças a Deus tive a oportunidade de vivenciar este lado bom de viajar de avião, porque viajo desde pequeno, era muito diferente de hoje. Antes era um prazer, hoje é um tormento, principalmente em voos domésticos que não possuem classe executiva e nem primeira. O grande problema é que a grande maioria na hora de viajar esquece em casa a "EDUCAÇÃO". | Responder |
Nome: Dirceu 2010; Comentário: verdade... o titulo ja disse tudo ... como era bom voar. Jatos privados ja !!! | Responder |
Nome: Alexandre; Comentário: Ja eras... nao viajando pela Copa Airlines esta tudo ok. Vamos nos adaptar e encarar a realidade. ja foi bom voar. Hoje o lance esta avacalhado. Acabou galera. Vamos com jatos privados ou fretamento ;) | Responder |
Nome: Prizinha; Comentário: haaaa que nada. Vamos dar a volta por cima disso e comprar nossos private jet ! Ou entao fretar jatos. Ai todo aviao sera minha primeira classe e não uma "cachorreira" Lucas ! | Responder |
Nome: Lucas; Comentário: Para quem tem $$ nao tem problema pagar 10 vezes mais e fugir da "cachorreira". Mas o maior problema ainda e que voos internos estao abarrotados de gente e nao tem business nem first class. Se ralamos galera !! | Responder |
Nome: Fafa; Comentário: A salvação ainda é a classe business ou first class, porem, o custo vai até 10x mais caro ! Imaginem pagar 12.000 para uma ida a Miami ? | Responder |
Nome: Lucas; Comentário: sim... o glamour das empresas aereas já era. Agora é apertar os passageiros enquanto as garçonetes servem refrigerante quente. | Responder |

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